Rooibos, o desconhecido tesouro africano
No vasto universo das infusões existe um tesouro valioso que merece nossa atenção, seu nome científico é Aspalathus Linearis, mas costumamos chamá-lo de Rooibos. Originário
O seu Sommelier de Chá.
O Chá Dō participou da 5ª Rota do Chá, na Região de Registro, interior do estado de São Paulo, de 28 de outubro a 1º de novembro de 2021.
O evento foi criado em 2016 e idealizado por Yuri Hayashi, fundadora da Escola de Chá Embahú, contando com o apoio de Renata Acácia, a Infusorina.
Nesta edição, o evento foi ainda mais completo, abrangendo os quatro maiores produtores de chá do Brasil. Conhecemos os chazais da Amaya, Sítio Shimada, Sítio Yamamaru e Yamamotoyama do Brasil.
Benício Coura, Cofundador e Sommelier de Chá do Chá Dō, participou deste evento incrível e nos contou cada detalhe dessa experiência emocionante.
No primeiro dia, fomos recebidos com um jantar, no qual os pratos principais foram feitos com ingredientes locais e a sobremesa preparada à base de Camellia sinensis.
Um momento muito especial, para todos se apresentarem e se conhecerem melhor, compartilhando conhecimento e experiências.
Na sexta-feira, visitamos a plantação de Camellia sinensis na fazenda Amaya.
Iniciando sua produção na década de 30, com o chá preto, a Amaya Chás é a mais antiga empresa de chá do Brasil.
Neste dia foi realizada uma emocionante cerimônia do chá chinesa, feita pela própria Yuri, homenageando Jorge Kameyama, falecido neste ano.
Jorge foi muito importante para a história do chá no Brasil. Sempre acreditou na jornada e é considerado o primeiro grande empreendedor do chá nacional, dono de uma das principais fábricas no país, a Agrochá.
Em seguida, aprendemos como é feito o processamento da planta Camellia sinensis pela Amaya, conhecendo toda a estrutura da fábrica.
Fomos convidados a conhecer a casa da família, que foi construída quando chegaram em Registro. Esta, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
No almoço, fomos surpreendidos com o lançamento do delicioso blend da Amaya, o Chá Preto com Hibisco.
E, para fechar o dia, fomos até a casa de Tomio Makiuchi, grande entusiasta e colaborador do desenvolvimento da teicultura.
Tomio, amigo de Jorge Kameyama, nos apresentou sua pequena fábrica e seu jardim, onde desenvolveu os equipamentos para a irrigação e o processamento.
No sábado, conhecemos o Sítio Yamamaru, baseado no sistema agroflorestal. Ele foi desenvolvido com o apoio da VERSTA, ONG que visa a preservação da biodiversidade e sustentabilidade dos pequenos agricultores.
O Sítio Yamamaru possui uma mata preservada, onde vimos incríveis pés de Camellia sinensis com mais de 15 metros de altura.
A plantação tem um tom rústico maravilhoso e um clima muito acolhedor.
Atualmente são produzidos no sítio Yamamaru o chá verde agroflorestal e o chá preto agroflorestal, ambos com características de dulçor e de elegância de sabores e notas.
Fizemos uma colheita, onde pudemos processar o chá verde e experimentá-lo. Depois saboreamos um tradicional almoço japonês.
Finalizamos a visita ouvindo uma música folclórica japonesa, adaptada pelo próprio Tomio, chamada Tanko Bushi, onde todos cantaram e dançaram.
Além disso, foi feito um leilão de chás para arrecadar fundos para a comunidade dos produtores locais.
O domingo começou no Sítio Shimada, com a história do local e a presença de Ume Shimada, a Obaatian (vovó, em japonês).
Fizemos uma colheita de forma muito especial, pois foram colhidos os brotos para produzir o raro chá branco.
Ao voltarmos para a fazenda, a querida Teresinha Shimada, Tea Master e filha da Obaatian, nos apresentou todo o processamento do tradicional chá preto.
Saboreamos um almoço delicioso, com o famoso Arroz Defumado Teresinha Shimada e a deliciosa Limonada com chá preto defumado Shimada. Ambos elaborados com o Chá Preto Defumado Orgânico Sítio Shimada.
No nosso Guia de Receitas você encontra o passo a passo destas e de outras receitas com chá maravilhosas.
Mais tarde, realizamos uma degustação profissional do chá preto orgânico e chá verde orgânico, guiada pela querida Eloína Telho, @chazeira, e pelo Fábio Pedroza, @vaitecha, preparados de forma tradicional.
O dia foi finalizado com um leilão de mel de abelha sem ferrão nativa do Brasil, que é colhido no próprio sítio. O leilão tem como propósito ajudar a comunidade local.
Segunda começou com uma mudança de cenário, de Registro para São Miguel Arcanjo, ainda interior do estado de São Paulo, para visitar a fábrica da Yamamotoyama do Brasil.
Fundada no Japão em 1690 e no Brasil desde 1970, esta empresa familiar com mais de 330 anos de história é uma referência na produção do chá verde ao estilo japonês.
Passamos por três áreas de produção diferentes, começando pelo lindo campo de Camellia sinensis.
Conhecemos a área de plantação orgânica, onde é colhido o Chá Verde Orgânico Yamamotoyama, e fomos para a fábrica, onde aprendemos sobre todas as etapas do processamento, desde quando ele chega do campo até a dobra e secagem das folhas de chá.
Observamos que o chá passa pela secagem duas vezes. Depois que são processados, ficam armazenados em uma câmara fria entre 14°C e 16°C, e então, antes do envase, passam pela secagem novamente, trazendo de volta os aromas e sabores.
Conhecemos o galpão onde acontece o processo de cata manual para a retirada dos talos, garantindo a qualidade impecável da Yamamotoyama.
Também visitamos o local onde é feita a torra do Bancha Torrado (Hojicha), garantindo notas amanteigadas e um toque de cacau surpreendente.
Para finalizar este evento incrível, ganhamos o Shincha, um chá verde de primeira colheita, raro e limitado, disponível apenas uma vez por ano. Doce, com notas vegetais, esta infusão é irresistível aos olhos e ao paladar.
Agradecemos a Escola de Chá Embahú e a Infusorina pela coordenação deste evento maravilhoso, e aos nossos queridos produtores Amaya, Sítio Shimada, Sítio Yamamaru e Yamamotoyama, que sempre nos encantam, fazendo um trabalho maravilhoso e com muito amor com os chás brasileiros!
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